Rio Branco tem 1º CAPS 24 horas; VEJA como funciona espaço

  • 22/09/2026
(Foto: Reprodução)
Rio Branco ganha CAPS 24h, um novo espaço de acolhimento e atendimento especializado Um novo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) III foi inaugurado e começou a funcionar nesta terça-feira (22), em Rio Branco, com atendimento 24 horas, inclusive aos fins de semana e feriados. A unidade fica localizada no bairro Aviário e é o primeiro em Rio Branco que funciona nestes moldes. O local possui seis vagas de hospitalidade noturna, sendo três femininas e três masculinas. O espaço recebe pessoas de 18 anos ou mais que precisam de um acompanhamento mais intenso durante um período de agravamento do quadro, mas que não têm indicação de internação hospitalar. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AC no WhatsApp Segundo a coordenadora assistencial do CAPS Samaúma, Valéria Lima Campos, a hospitalidade funciona como uma alternativa para acompanhar de perto pacientes que precisam de mais suporte, sem que seja necessário encaminhá-los imediatamente para um hospital. “A gente passa a ofertar acolhimento noturno 24 horas. Então esse paciente que tem a necessidade, que foi identificado que ele precisa de um suporte mais intenso, porém não [indique] suporte hospitalar, ele vai poder ficar com a gente de 7 a 10 dias intercalados”, explicou. Apesar de a unidade funcionar 24 horas para a hospitalidade noturna, o atendimento para novos acolhimentos ocorre em horários específicos. O CAPS não recebe casos de urgência e emergência durante a madrugada. Inauguração do CAPS III Samaúma, ocorreu no bairro Aviário, em Rio Branco, nesta terça-feira (22) Amanda de Oliveira/Rede Amazônica ⚠️Quem precisa procurar o serviço de acolhimento não precisa marcar horário ou passar por encaminhamento prévio. De segunda a quinta-feira, os novos acolhimentos podem ser feitos das 8h às 11h e das 14h às 16h30. Conforme Valéria, nesse primeiro contato, a equipe faz uma escuta para entender a situação do paciente e verificar se o caso corresponde ao perfil do CAPS. A partir dessa avaliação, a pessoa pode ser inserida em um acompanhamento na própria unidade ou encaminhada para outro serviço da Rede de Atenção Psicossocial (Raps). “Não há necessidade de agendamento para acolhimento. A população pode vir à unidade para fazer o acolhimento. Alguém da equipe vai ouvir esse paciente, entender se ele é perfil de atendimento ou não e fazer essa devolutiva”, explicou. LEIA MAIS: Acolhimento e atenção aos sinais podem ajudar a prevenir suicídios; veja onde buscar ajuda no Acre Com expectativa de 3 mil atendimentos por ano, Rio Branco tem 1º Caps infantil Enfermeiro é flagrado trabalhando como pedreiro em obra durante expediente no AC; MP apura desvio de função A diretora da Atenção Especializada em Saúde, Carolina Querente, explicou que a avaliação inicial é justamente o momento em que a equipe define qual tipo de cuidado é necessário para cada pessoa. Depois do acolhimento, o usuário pode participar de grupos terapêuticos ou receber acompanhamento individual, conforme a necessidade identificada. “Os casos leves e moderados são atendidos na unidade básica de saúde. Aqui a gente atende os casos graves e persistentes”, afirmou. Farmácia do CAPS III Samaúma, que passou a integrar a estrutura da unidade após a mudança de modalidade Amanda de Oliveira/Rede Amazônica Para os casos que apresentam maior gravidade, a equipe pode manter o paciente temporariamente na própria unidade para estabilização. Carolina ressalta que esse período não equivale a uma internação hospitalar. A proposta, segundo a diretora, é evitar internações sempre que houver possibilidade de estabilização e acompanhamento fora do hospital. “Aqui não é um regime de internação, é um regime de estabilização. O paciente estabiliza, ele vai e volta para casa”, explicou. Estrutura A mudança para CAPS III também exigiu ampliação da equipe para que o serviço pudesse funcionar durante a noite. Além das vagas destinadas à hospitalidade noturna, a estrutura também conta com: farmácia, espaço para arteterapia e salas para atendimentos e atividades terapêuticas; acompanhamento com psicólogo e psiquiatra, e oficinas como dança e atividade física. A equipe é formada por profissionais de diferentes áreas, como médicos, psicólogos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais, educadores sociais, nutricionista, farmacêutico, profissionais de Educação Física e oficineiro. A nova sede também passa a concentrar os atendimentos que já eram oferecidos pelo CAPS Samaúma no antigo endereço, na região do Calafate. Materiais utilizados nas atividades de arteterapia oferecidas aos pacientes do CAPS III Samaúma Amanda de Oliveira/Rede Amazônica Demanda Segundo a prefeitura de Rio Branco, a mudança ocorre em meio a uma demanda significativa pelo serviço na capital. Entre janeiro e agosto deste ano, o CAPS Samaúma registrou 1.222 acolhimentos por procura espontânea. No mesmo período, cerca de 2,8 mil pessoas passaram pela unidade e aproximadamente 1,5 mil usuários permaneceram vinculados ao serviço para acompanhamento. Considerando também o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi), os dois serviços registraram a passagem de 3.455 pessoas nos primeiros oito meses de 2026, com 1.627 acolhimentos por demanda espontânea. O CAPS III Samaúma integra a Rede de Atenção Psicossocial (Raps), que reúne serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) para atender pacientes de acordo com o nível de cuidado necessário. Quartos destinados à hospitalidade noturna do CAPS III Samaúma, que conta com seis vagas, sendo três femininas e três masculinas Amanda de Oliveira/Rede Amazônica Mudança na rede de saúde mental A ampliação do CAPS ocorre dentro de uma mudança na forma de organizar o atendimento em saúde mental. A legislação brasileira prevê uma rede de serviços que prioriza o cuidado em liberdade e a convivência do paciente com a família e a comunidade, em vez da permanência prolongada em hospitais psiquiátricos. Esse modelo já era discutido no Acre há alguns anos. Em reportagem publicada pelo g1 em 2019, o governo estadual estudava reformular o Hospital de Saúde Mental do Acre (Hosmac) e ampliar a Rede de Atenção Psicossocial, com a criação e transformação de serviços como os CAPS. Na época, a proposta discutida pelo estado incluía a descentralização do atendimento, a criação de residências terapêuticas e a oferta de leitos de saúde mental em hospitais gerais. O Hosmac tinha 65 leitos e mantinha pacientes em internação e também pessoas que viviam permanentemente na unidade. VÍDEOS: g1

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/09/22/rio-branco-tem-1o-caps-24-horas-veja-como-funciona-espaco.ghtml


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